domingo, 16 de setembro de 2007

ciências

Você sabia que a margarida não é uma só flor?

Quem diria que uma das flores mais populares de nossos jardins, a margarida, pertencente à família Asteraceae , e, portanto, parente dos girassóis, crisântemos, entre outras, não é uma só flor, mas a reunião de muitas flores?

Áster significa estrela em latim, e é por causa da distribuição de suas flores, que lembra o astro, que as margaridas e as outras flores de sua família levam este nome científico. Há, na margarida, inúmeras flores muito pequenas, que crescem bem próximas, uma ao lado da outra, sobre uma mesma estrutura. Esse conjunto de flores é chamado, entre os pesquisadores, de inflorescência. Para o tipo de inflorescência particular das margaridas – pequeninas flores, que funcionam perfeitamente crescendo juntas parecendo uma única flor –, os botânicos dão um nome especial: pseudanto ( pseudo = falso; anthos = flor), ou seja, falsa flor.

Tente examinar a falsa flor da margarida aproximando-se bem dela. Você verá que há ali reunidas dois tipos de flores: umas formam o miolo amarelo, enquanto as outras formam a borda esbranquiçada. Mas não pense que elas crescem assim juntas apenas para que possamos admirar sua união. Essas flores têm funções biológicas importantes quando unidas, como a de produzir néctar, atrair polinizadores, além de gerar e receber pólen. Para isso, se dividem para desempenhar essas diversas “tarefas”. Muitas começam a desabrochar das extremidades em direção ao centro, assim, enquanto as flores da periferia estão na fase feminina – durante a qual são capazes de receber pólen –, as flores mais centrais estão na fase masculina – na qual liberam seu próprio pólen.

Ciências

POR QUE PISCAMO

Nós piscamos nossos olhos para lubrificar(limpar) de corpos estranhos que estão no ar.

Quando piscamos, ativamos a glândula lacrimal, que fica atrás e ao lado de cada olho, responsável pela produção da lágrima. É a lágrima que age em conjunto com nossas piscadelas. O oxigênio que ela contém se espalha e protege nossa córnea – uma espécie de lente que a luz atravessa para que possamos ver. Na lágrima há ainda gorduras e sais minerais, que são substâncias protetoras para os olhos. É também para espalhá-las por toda a superfície do olho e remover partículas de poeira ou corpos estranhos que as pálpebras abrem e fecham.

Piscamos a cada cinco ou sete segundos, tempo necessário para que a lágrima cumpra todas essas funções e, depois, seja eliminada através de dois furinhos que ficam nos cantos das pálpebras, próximos ao nariz. Se piscarmos menos que isso, a córnea não recebe o oxigênio necessário para sua proteção e seu bom funcionamento. Os olhos ficam sem lubrificação, sem brilho e até podemos ter a sensação de visão borrada e de dor.